Parecia tudo como outro dia em Eltz. Os treinos, os soldados patrulhando as muralhas...faltava apenas a presença de meu Pai, Gerrold Barristan, que não havia retornado do encontro com o Laoch da Tribo do Centauro. Tudo isso, com o objetivo de resolver a discussão e Stress que vinham surgindo graças a acusações de assassinato por parte de nossos guardas, contra a tribo. Faziam 2 dias que eles já estavam atrasados.
Entretanto, ao contrário do que pensavamos...quando os guardas começaram a se agitar, ao ter observado uma pequena comitiva vindo em direção a fortaleza, e trazendo um Estandarte danificado de nossa família...o dia simplesmente deixou de ser calmo ou comum. Dos 12 que haviam ido, sendo Meu pai, meu irmão Gregor e 10 soldados, apenas 4 retornavam, dos quais...2 estavam aparentemente inconscientes. Quando os cavalos entraram na fortaleza, uma multidão se aglomerou rapidamente. Dois soldados, meu irmão e meu pai, sendo meu pai e um soldado os que estavam inconscientes. Gregor parecia levemente machucado, mas nada que de fato fosse grave. Os curandeiros logo chegaram, retirando meu pai e o soldado as pressas e os levando. Pude ver de relance minha mãe, e meus irmãos indo com eles, enquanto Gregor corria na direção oposta.
Fui para junto dele, tentando descobrir o que diabos havia acontecido, mas meu irmão apenas disse que foram atacados pelos malditos bárbaros, e que agora ele tomaria as providências que meu pai deveria ter tomado. Guerra, era isso que ele queria. Corri até a enfermaria para checar o estado de meu pai, mas para minha tristeza, os curandeiros não me permitiam. Diziam que o estado dele era crítico...então, fiz o que eu acreditei ser o certo....tentar entender o que ou quem havia feito isso. O soldado desperto, me disse que os bárbaros os haviam atacado. Orcs, centauros, elfos....todos mergulhando sobre eles como abelhas. Assim que o ataque começou, os guardas fizeram o que podiam para tirar meu pai dali.
Apesar dos relatos...eu não conseguia simplesmente acreditar que os bárbaros haviam traído sua Honra, e o Tratado de Paz que existia a um certo tempo entre nossa família, o reino e eles. Saíndo dali, fui encontrar aquele que havia me ensinado tudo que eu sabia até o momento sobre os Bárbaros, o Guerreiro Keiran. Conversando com ele, consegui poucas informações....muita coisa havia mudado desde a extinção do Clã do Leão na fronteira. Mesmo como guia, para ele seria difícil, uma vez que meu irmão poderia suspeitar da ausência dele na Fortaleza, e por isso mesmo acabei questionando para que ele me disesse se ele conheceria alguma outra pessoa que poderia me guiar...mas até aquela hora, nada. Me retirei dali. Eu TINHA que ir até o local do encontro para ver com meus próprios olhos, achar alguma prova...qualquer coisa. Ficar sentado em Eltz, seria contra meu estilo.
Várias horas acabaram se passando, e eu preparando meus equipamentos. Keiran veio então me informar, que havia achado alguem que poderia me ajudar. O "guia" estava no "Chifre do Touro", uma das maiores Tabernas da cidade. Adicional a isso, ele me ofereceu um tecido...dizendo que o guia me ensinaria a usa-lo. Peguei o mesmo, e rapidamente me dirigi até a cidade.
Ao chegar na Taverna, pedi para avisarem o "guia" da minha chegada, e fui encontra-lo nos próprios aposentos. Chamava-se Farrelly, um dos outros sobreviventes da Tribo do Leão. Conversamos por alguns momentos sobre o motivo para eu precisar de ajuda, e ele também me contou que procurava por uma mulher que mancava, a mesma que havia libertado ele de sua escravidão para com a Casa dos Kavuks. Concordamos em uma ajuda mútua, ele me ajudaria a ir até o local, e eu ajudaria-o posteriormente a encontrar a tal mulher. Nos encontrariamos na manhã do dia seguinte, na frente da Taberna.
No dia seguinte, saí rapidamente de Eltz, e fui em direção ao Chifre do Touro. Pegamos alguns suprimentos com o Dono, e partimos em direção as terras bárbaras. Quando já estavamos afastados do local, Farrely disse que eu precisava me disfarçar. Para começo de história, deveriamos sujar um pouco e amassar a armadura, que foi o que fizemos com a terra, e algumas pancadas com espadas. Posterior a isso, ele também disse que eu deveria vestir o "Kilt" que Keiran havia me dado, e o fiz.
Novamente, continuamos com nossa viagem. Se eu me recordo bem...caminhamos cerca de 2 dias até adentrarmos na floresta. Não foi uma viagem fácil, mas não estavamos também nem na metade do caminho. Continuamos caminhando até encontrar uma grande encosta, seguindo-a por alguns minutos, acabamos encontrando uma queda d'agua, de onde o rio ao fundo do "Canyon" derivava. Farrely, logo encontrou uma pegada no chão, puxando a espada e pedindo silêncio. Poucos instantes depois, duas criaturas saltaram do meio do mato, velociraptores. Nos atacaram rapida e brutalmente. Em poucos momentos, Farrely ganhou uma grande ferida na coxa, e estava caido no chão desacordado.
Mesmo golpeando a criatura que estava comigo, mantendo as feridas causadas por ela, não havia como eu vencer ambas. Porém, quando tudo parecia perdido...foi quando uma gigantesca coluna de fogo surgiu, incinerando quase de imediato ambas as criaturas. Antes que eu pudesse TENTAR explicar algo, uma coruja pousou sobre o peito de Farrely, e em poucos momentos as feridas que ele tinha se fecharam.
Eu sinceramente acho, que devo ter tomado uma forte pancada....Ou eu realmente vi uma Coruja conjurar uma Parede de Fogo, e curar um colega....
Antes que Farrely despertasse, a mesma saiu voando. Quando tentei explicar para ele o que havia acontecido, ou ele me achou louco...ou acreditou que eu sou um Bruxo, no momento, acho que a primeira alternativa é a mais válida.
De qualquer maneira...após esse bizarro acontecimento, pelo menos, conseguimos 3 coisas.
- Carne de Dinossauro para comer.
- Manchas de Sangue na minha armadura
- Um colar de Garras de Dinossauro (Sim...eu não poderia deixar essa passar. Um dia ainda vou dar ele para minha pequena irmã, por hora irá virar parte do disfarce, e uma lembrança das terras Bárbaras).
De qualquer maneira, apesar das afirmações que "Corujas não Lançam Magias!", seguimos viagem floresta a dentro. Em determinado momento, entretanto, avistamos Orcs, vestindo armaduras e seguindo viagem em direção oposta a qual nós iamos. Só a presença deles já demarcava que algo estava de fato errado ali. Farrely dizia que pareciam pertencer a tribo do Javali, mas as terras dos mesmos eram distantes daquele local. Não seriamos nem loucos de tentar enfrenta-los, então apenas continuamos rumo a clareira.
Quando chegamos ao local, onde aparentemente havia ocorrido a emboscada, haviam as marcas de combate....mas nada de corpos. Eu e o Bárbaro passamos a analisar o local. Tentar entender o que havia acontecido ali. Na busca, encontramos um Pequeno Pingente, Preto, Branco e Vermelho....a cor das 3 casas da fronteira. Não haviam marcas de Flechas ou elfos...o que deixava tudo ainda mais suspeito.
Seguimos a trilha, atravessando um pequeno Rio que passava ali. Acabamos por encontrar manchas de sangue sendo guiadas a uma direção. Com certeza, alguem havia escondido os corpos. E tinhamos que encontra-los. Seguimos a trilha por uns momentos, e acabamos encontrando um prendedor com o emblema dos Barristan. Provávelmente de meu irmão ou meu pai, usado para prender a capa. Novamente, continuamos seguindo. Seguimos por vários metros seguindo o sangue, mesmo acabando nos perdendo algumas vezes. Acabamos caindo em uma clareira, onde não havia mais sinal do sangue.
Farrely subitamente pediu para esperarmos. E logo, pudemos ouvir barulhos vindos de todos os lados. 8 pessoas vestindo mantos Brancos surgiram de todos os lados. Diziam que estavamos perdidos, e que não deveriamos estar ali. A Princípio, começei a pensar se tinhamos entrado no território do Clã do Quetzacolt...mas não era o que parecia. Os 8 disseram para irmos embora e não voltarmos....e foi o que fizemos. Enquanto voltavamos, falei para Farrely o que eu acreditava. Achava que aqueles eram os Laochs, mas que seria insanidade imaginar isso.
Foi quando novamente, fomos abordados. Desta vez por um ser....meio pantera...um dos membros do Misterioso Clã da Pantera. Dizia que haviamos entrado no território deles a meio dia atrás. Por incrível que parecesse, aquele homem parecia ser extremamente sábio....e perigoso. Conversamos por alguns momentos, e parecia que eles já estavam cientes do que estava acontecendo....e então nos retiramos. Acampamos dentro da floresta mesmo, tomando cuidado para tal, e logo, disparamos devolta para a cidade.
Bem...foi ai que as coisas ficaram meio tensas. Bem....nos perdemos. Passamos quase 4~5 dias entre a floresta, os Canions, e Eltz. Não preciso dizer, que a ração acabou, e acabamos caçando criaturas bem diferentes como...escorpiões, ou serpentes para não morrermos de fome. Quando chegamos a Eltz, foi praticamente uma comemoração (claro que antes de entrar na cidade, eu acabei trocando o Kilt pelas calças).
Resolvi ir com meu novo colega até a Fortaleza, para lá comermos e descansarmos em paz. Como era madrugada, seria difícil achar alguem, mas nada que realmente importasse. Bem, as coisas ficaram melhores quando o guarda logo na entrada me disse que meu pai havia despertado. Enfim, parecia que nem todas eram más notícias. Mesmo que nossa investigação tivesse dado poucos frutos, meu pai poderia dizer o que realmente havia acontecido, e então dariamos um jeito nos verdadeiros culpados.
Corremos rapidamente para os aposentos de meu Pai. Não haviam guardas, o que era de fato estranho. Farrely ficou no corredor enquanto eu adentrava o quarto...apenas para presenciar a cena de alguem acabando de sufocar meu pai com o Travesseiro. Puxei a espada rápidamente gritando pelos guardas, porém tudo em vão.....o homem saltou pela janela em direção ao Abismo...e flutuou como se possuisse asas.
Quanto os soldados chegaram, já era tarde demais. Ordenei que o castelo fosse fechado imediatamente, mas meu pai já estava morto. Gregor esvaziou o quarto e me questionou sobre o que tinha acontecido....e logo em seguida saiu do quarto, dizendo que isso requeriria vingança, e acusando os bárbaros novamente pelo assassinato.
Me dirigi até Farrely explicando o que havia acontecido. E logo fomos abordados por um guarda, dizendo ter recebido um mensageiro. Eu fui até o mesmo para pegar a mensagem. Pertencia a Frederic, o Prefeito de Armaduk, e Braço direito de meu Pai. Ele dizia que uma grande tropa de Orcs da tribo do Javali havia arruinado um vilarejo ao norte, e seguia para a cidade. Ele pedia o auxílio de tropas, já que não tinha como defender sozinho. Rapidamente peguei a carta e entrei novamente na fortaleza.
Procurei por Gregor, mas acabei encontrando meu irmão Rickard, esteme disse que Gregor se encontrava na Sala de Guerra com o General de meu pai. Traçavam as rotas e estratégias para invadir o território bárbaro. Expliquei a ele sobre a necessidade de tropas de armaduk, e ele disse que não iria atender. Em breve representantes das 3 casas da fronteira e do Rei estariam lá, e todas as tropas dos Barristan viriam para Eltz.
Tivemos uma discussão acalorada. Gregor se recusava a tentar salvar a vila, e se focava em um conflito. Acabei por sair do salão a pedido de Rickard, que acabava por apoiar a idéia do meu irmão. Não discuti com ele...já estava farto.
Eu e Farrelly iriamos sozinhos até o vilarejo. Pegamos alguns suprimentos, e 2 cavalos e partimos em disparada.
Gregor é um tolo. Nenhum Bárbaro enviaria um assassino oriental contra meu pai. Alguem estava comandando isso...e esse alguem, me pagaria muito, mas muito caro. E a única pessoa que talvez pudesse me ajudar....era a sobrevivente do primeiro ataque da Tribo do Javali. Uma Oriental, dentro de nosso feudo.
Meu pai morreu...e em poucas horas, parece que todo o mundo, resolveu voltar a mover as sanguinárias armações de guerra. Que os Deuses nos protejam.
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