Muitas coisas aconteceram e pouco tempo para pensar a respeito, Leona sendo perseguida por Magos, um dragão vermelho atacando Vorax, Kavus surgindo dos mortos. Tudo isso só me leva a crêr que o único que poderia nos dizer o que realmente está acontecendo no mundo é o sagart de alguma das tribos do Oeste. Segundo Leona, a sabedoria deles é algo inquestionável, e para que possamos encontra-los com segurança, precisamos encontrar a espada que um dia foi do pai de Farrelly. Decidimos então sair para procurar na maior cidade mercadora do mundo.
Fomos procurar no castelo primeiramente e falamos com o Senhor Ramza, no que Fella descreveu a espada ele disse que não mais a possuia, havia sido vendida e que não poderia dizer para quem, pois era contra os principios do mercado, mas que poderia ir até ele se nós tivessemos algo para oferecer na troca da espada. Maison mostrou um colar preto e verde que pertencia ao reino dele. Com isso Ramza disse para aguardarmos na estalagem e ele nos encontraria mais tarde. Voltamos para o quarto e discutimos sobre a proposta e as opções. Penso que, se o Fella conseguir a espada e mesmo que não tenha passado pelos testes de liderança impostos a ele, poderemos ter mais voz e respeito dentro do oeste, afinal de contas possuimos informações sobre coisas que podem acontecer com o oeste.
Enfim, o tempo passou e as discuções continuaram até que batem na porta. Abro a porta e Ramza já comprimenta. Ele diz que o comprador da espada não mais a possuia, tinha perdido. Ramza não sabia para quem, mas que gostaria de comprar o medalhão. Com exitação, negociação e dialogo, Maison apoia a idéia de vender um dos colares por 4 mil peças de ouro e mais a informação de quem está com a espada. Ramza aceitou e partiu. Fechei a porta.
Conversamos mais um pouco e acabamos dormindo mais uma noite na cidade do comércio. Logo ao amanhecer, pouco depois de todos acordarem e comermos alguma coisa, batem na porta. Ao abrir a porta assustei um pouco com a presença de um homem sem camisa e de pele queimada e mais dois homens do mesmo estilo porém maiores carregando uma caixa. Pediu licença e entrou, disse que veio a mando de Ramza para efetuar o pagamento e acompanhar algum de nós para poder entregar a encomenda dele, comentou até que ele pediu a ele isso para que ninguém tentasse nos roubar após a troca. Maison e Thromm abriram a caixa e para saber se estava correto. Maison me entregou o colar preto e verde mostrado para Ramza, e eu e Fella fomos até ele.
Chegando próximo do castelo dourado onde Ramza sempre ficava, vimos que estava gritando ordens e reclamando de uma carroça de toras de madeira deixada próxima a entrada, e ao chegar próximo a carroça, um SUSTO, Ramza foi acertado por uma das TORAS? Sem ao menos poder entender o que aconteceu, as TORAS de madeira começaram a criar vida e tentaculos, alguns até mesmo se empilhavam para ficarem maiores. Após alguns instantes pude observar que Leona havia me contado sobre eles, eram criaturas encantadas por Driades, um tipo de fada. Logo gritei, ataque fogo e de repente uma coluna de chamas ergueu no lugar da carroagem, queimando a carroagem e fazendo alguns daqueles seres de madeiras queimarem. Um deles veio em direção a nós e logo começou uma perigosa batalha, já que via que Fella entrou num estado de fúria e não conseguia se esquivar das porradas de seu inimigo. A cada porrada que Fella tomava, pressentia que ele cairia inconciênte, por isso, utilizei dos poderes da natureza para conseguir mante-lo ativo, até que Fella já muito ferido conseguiu derrubar aquele ser mágico. Quando deu por mim, a cidade estava cheia daqueles seres. Havia batalha por todos os lados, tentei me concentrar e procurar algum foco mágico que não pertencia a nenhum de nossos aliados, o que aconteceu em vão. Nesse momento vi Fella correr em direção contrário a Ramza, passando por mim muito rápido, e ao me virar, vi que ele desferiu um golpe sem sucesso contra outro desses seres verdejantes. Mais ou longe vi Maison entre dois desses seres, rapidamente retirei minha funda e atirei um pedra naquele que lutava contra Fella, apesar da pedra ter acertado, parece que nada aconteceu, foi quando senti um desses seres se preparando para um ataque pelas minhas costas. Fechei os olhos e rezei. Após alguns instantes intrigado por não ter sido acertado ainda, abri os olhos e uma surpresa, estava numa floresta ou talvez num bosque, não dava para dizer, não conhecia aquele lugar, mas reconheci o animal que estava ali, era um cachorro que certa vez salvei na floresta onde Leona me ensinava. Fiquei confuso e lembrei que haviam certos cachorros, inteligentes, que tinham a capacidade de teleporte, imaginei que ele seria um desses tipos. Olhei a redor para ver se não havia mais e o chamei, ao chegar perto, acaricei seu pelo e perguntei ao ar, “Você você quem me tirou de lá, foi?”, foi aí que novamente desapareci e apareci novamente na cidade, no mesmo lugar. Vi Fella, ainda vivo, e Maison, totalmente desidratado. Peguei o cantil que ele segurava e com uma prece lhe entreguei com água o bastante para reabaster os líquidos perdidos. Pelo menos num primeiro momento, iria melhorar. Olhei em volta e Ramza estava falando com um estranho mascarado, ele usava roupas diferentes, possuia várias espadas em suas costas e ao virar, pude reparar que todas elas estava presa a um casco de tartaruga. Fui até Ramza e observei Fella indo atrás do estranho. Falei com Ramza sobre os seres mágicos e o que eles eram, também que poderia haver mais ataques se não fosse encontrado a Driade que os encantou. Ramza disse que não haveria mais problemas, pois aquele já havia sido resolvido, da mesma forma que os demais problemas do mundo também seriam. Disse para mesmo assim, tomar cuidado. Entreguei lhe o colar preto e verde, conforme o combinado e ele me disse que o cara que nós procuravamos estava ali e era conhecido como duelista, apontando para o rapaz mascarado, me virei e fui até eles. Ao caminhar, não pude ver muito bem, mas o duelista é muito rápido e habilidoso, porque ele sacou a espada e fez um corte abaixo do peito do Fella que o fez cair inconsciênte. Sai correndo e rápidamente parei o sangramento do corte, senti sua pulsação, estava vivo. Pedi ajuda ao Maison, que mesmo um pouco debilitado, me ajudou a levar o Fella para os aposentos. Colocamos Fella na cama para poder repousar e Maison a outra muito debilitado pela perda de água. Ninguém conseguiu me explicar como ele perdeu tanta água daquele jeito. Fella acordou, e logo começou a falar que iria atrás daquele homem, tentei acalma-lo, quando Maison surgiu e acertou a cara de Fella com sua mão direita, desmaiando novamente Fella. Discuti com Maison, achando um absurdo a atitude tomada por ele para com um companheiro que arriscou a própria vida para ajuda-lo na batalha e era assim que ele agradecia. Definitivamente, depois são os bárbaros que são conhecidos como selvagens.
Depois dessa estúpida cena, pedi para Maison sentar e ficar quieto, pois ele também precisava descansar. Gastei um tempo cuidandos dos ferimentos de Fella e depois dei uma olhada em Maison. Logo depois também adormeci.
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