quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Capitulo 2: A Teia Negra do Destino

Caminhando de volta para feudo de Barrest, ainda machucado, avisto algo não muito bom, subindo na direção que leva a cidade, uma fumaça negra subindo aos céu. Preocupado com o recente ataque de Orcs na torre e a ameaça de investida da tribo do javali, tentei disparar com o cavalo, sem sucesso. A preocupação só aumentava, eu não podia perder outra família, desci do cavalo, e ao tentar uma corrida, Farrely tromba comigo e vou ao chão, irritado com a situação pergunto o porque daquilo, ele e os demais dizem que é necessário termos cuidado ao se aproximar da cidade, pois não sabemos o que aconteceu. Imediatamente retruco dizendo que nada adianta ficar parado ou conversando como devemos chegar na cidade e devemos ir o mais rápido possível, eles insistem, eu digo que não posso perder meus pais, não de novo, ele argumentam, chego a pensar que eles estão preocupados apenas com eles próprios senão já teriam investido contra a cidade para ajudar, então decidi, através dos ensinamentos druidicos de Leona, invoquei os poderes da natureza e me transformei num lobo, imediatamente saí em disparada para a cidade, não sabia quanto tempo duraria aquela forma de lobo, tinha que aproveitar. Pensei em prende-los da mesma forma que na batalha, mas seria muito agressivo e poderia acabar machucando-os.
Ao chegar na cidade, andando como humano pois o aspecto do lobo utilizado não durou tanto tempo, vejo sinais de batalha, corpos de ORCs e também de humanos deitados, sem vida. A cidade estava manchada de vermelho, sinais de tristeza nos olhos das pessoas que limpavam a cidade. Parei um dos guardas e perguntei o que houve. Ele disse que orcs tinham investido contra a cidade durante a noite, e que por sorte um grupo da casa Vorax estavam passando por ali e ajudaram a proteger a cidade. Perguntei sobre o prefeito, e ele disse que estava bem e tendo uma reunião em sua casa. Agradeci e fui direto para casa, avistei uma carroagem em frente a casa e um drow armadurado ao lado da porta, sinais de patas de aranha em sua armadura e uma expressão fechada. Me aproximei, cumprimentei com um gesto de cabeça e entrei. Encontrei meu pai conversando com a responsável pela casa Vorax, Kaellara. Meu pai feliz ao me ver, me abraçou e perguntou se estava tudo bem, disse que estava e que coisas aconteceram na torre. Disse para eu contar o que aconteceu, falei que não gostaria de interromper a reunião que estava tendo, e ambos concordaram que não estava interrompendo que o que eu tinha a dizer também era de grande valia. Nisso minha mãe entra no salão ao lado de outra drow, não saberia dizer quem era mais jovem entre elas, dei um abraço minha mãe e disse que agora estava tudo bem, ajudei com o café e acabei servindo todos, puxei uma cadeira e comecei a contar o que aconteceu, tudo que eu lembrava, a tomada da torre pelos anões, a batalha entre eles, um chamando o outro de assassino, minha tentativa de ajudar e depois do momento em que eu despertei, novamente sinais de batalha, o encontro com Maison e o Farrely, os orcs mortos por flechas e o retorno para a cidade. Quando terminei de contar tudo que aconteceu, a senhora da casa Vorax perguntou do anão, falei que possivelmente ele chegaria na cidade em breve, e pediu para traze-lo até ali, pediu também para a drow de expressão fechada me acompanhar.
Saimos da casa, ela conversou com o drow que estava de guarda numa lingua que não consegui compreender. Andando em direção a entrada da cidade, avistamos o anão e os demais, me antecipei e dei boas vindas a eles, pedindo para me acompanhar até nossa casa, pois a senhora da casa Vorax estava aguardando.
Ao retornar para casa, apresentei cada um deles e a senhora de Vorax pediu para que o Anão contasse sua versão da história. E assim foi feito, contou sua versão até mesmo o que aconteceu quando eu estava desacordado, contando da existência de elfos e que os anões estavam juntos com os Orcs.
A senhora de Vorax achou interessante e disse que essa informação seria muito útil na reunião que teria em breve na fortaleza de Eltz e pediu para eles a acompanharem na reunião. Todos eles afirmaram que iriam, e então a senhora de Vorax se despediu e foi se preparar para partir. Na despedida dos demais da casa de meu pai, perguntei se Farrely gostaria de ficar e conversar um pouco, enquanto os demais disseram que iriam aguardar na taverna. Após a saída de todos, Farrely ficou no quarto de hospedes em nossa casa e eu fiquei conversando com meu pai, ele disse que não confiava na casa Vorax e pediu para que eu ficasse ao lado de Maison ouvindo tudo o que acontecia durante a reunião.  Depois de algum tempo Farrely apareceu e começamos a conversar sobre seu passado, disse que era filho de um homem que se não engano Leona disse ser o lider da tribo do Leão que pereceu em batalha, disse também que buscava uma espada que pertencia a seu pai, possivelmente era a espada que simbolizava liderança. Não sei ao certo se ele sabe a responsabilidade que carrega e se estaria preparado para o que ele possivelmente estaria destinado, achei melhor não dizer nada, mas pelo pouco que pude observar, ele trilha o caminho correto.
Despois dessa conversa, Farrelly e eu saimos para esperar nossa partida rumo a Eltz. A senhora de Vorax disse que deixaria alguns guardas na cidade para caso houvesse mais investidas dos orcs, mas que iria precisar de guardas para a carroagem. Maison, Thorm e Farrely disseram que ajudariam. Eu e Xin fomos dentro da carruagem junto com a senhora e drow de expressões sérias. Um dia e uma noite se passaram, aprendi algumas coisas ouvindo o questionário da senhora de Vorax para a Xin, que pelas respostas curtas não estava se sentindo muito bem. Sem paradas, chegamos a fortaleza de Eltz. Fomos recebidos pelos irmãos de Maison e mais um homem alto e forte, que depois reparei que ele também possuia o mesmo sinal que eu. Eles nos ofereceram acomodações para tomar um banho e breve descanso para depois iniciar reunião. Reunião esta que reuniria os representantes de Torrendal, Vorax e Barristan. Ao chegarmos no quarto oferecido, Farrelly ficou extremamente incomodado com a oferta de ajuda para banhar-se, e tentou inutilizar o sino dado para chamar ajuda de qualquer um delas. Todos estavamos prontos, e não demorou muito, a drow de expressões fechadas, veio a nós e falou que sua senhora gostaria que nós a acompanhasse nessa reunião. A caminho da sala de reunião, foi solicitado a uma das meninas que chamassem Maison em seu quarto. Enquanto os demais foram sendo levados pela Drow, fiquei e esperei por Maison, que não demorou muito para aparecer. Nos comprimentamos e seguimos para reunião. Ao chegar lá, a senhora da casa Vorax nos se aprensentou e disse que havia levado “seus” homens. Após discussões sobre o rumo da guerra contra os bárbaros, ficou decidido que eles houviriam os planos da senhora de Vorax. O representante de Torrendal disse que por enquanto concordaria, mas se sentisse que aquilo ali seria algum tipo de trama, ele mesmo providênciaria o fim da casa Vorax. Terminado a reunião com a aceitação do irmão de Maison, saimos da sala, ficando apenas a senhora de Vorax e os de Barristan, possivelmente ouvindo as exigências do irmão de Maison. Tentei ouvir a conversa de fora da sala, mas sem sucesso. Me despedi de Johaill, a drow de expressões sérias, e fui me encontrar com Maison e os outros. Ao encontra-los, pedi a Maison para me levar a casa de Hogan, o homem tinha a mesma marca que eu e Farrelly. Conversamos um pouco, e pude perceber que como os demais, ele não queria falar sobre, não queria lembrar do que aconteceu e não se interessava mais nada. Triste ver que tudo acabou assim. Pouco antes de terminarmos a conversa Johaill bateu a porta e disse que a sua senhora estava nos esperando no quarto que ficaram. Me despedi de Hogan, querendo acreditar que um dia aquele valoroso homem um dia tivesse sua honra devolvida ou ao menos lutasse para reconquista-la. Maison também se despediu e voltamos para os aposentos.
Lá estava ela, elegante como sempre, séria como nunca. Nos disse que Gregor, irmão de Maison, aceitou a prosposta feita mas pediu que levasse Maison para longe de Eltz, por achar que a vida dele corria risco caso Maison ficasse em Eltz. Ela também explicou o motivo de nos ter chamado de “seus homens”, nos elogiou e nos convidou a visitar sua casa e fazer parte dela. Disse inclusíve que é dificil de encontrar pessoas valorosas hoje em dia e que o conhecimento de cada um ali seria muito útil para atualizar sua biblioteca. Por mais que ela pareça confiável, não esqueço das palavras de meu pai, dizendo que não confiava nela. Pedi licença a todos e disse a ela obrigado pela oportunidade mas que precisavamos pensar sobre sua oferta, que naquele dia muita coisa havia acontecido para darmos um resposta imediata. Ela concordou e disse que aguardaria até cedo, quando todos nós deveriamos partir. Ela saiu do quarto nos deixando a sós e uma só pergunta no ar: Aceitamos a oferta, SIM ou NÃO? Não sei dizer, sinto apenas que tenho que ajudar Farrelly a encontrar o que busca, até lá, muita coisa irá acontecer.

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