domingo, 20 de novembro de 2011

Maison Barristan

Maison Barristan



A alguns anos atrás, conforme escreve a história, o Reino de Barrest uniu as tropas do reino para atacar o território Fhir Fhiáine, o território dos Senhores Bárbaros. Na época, a Tribo do Leão dominava quase toda a fronteira com o reino central, e isso acabava por alavancar algumas tensões por ambos os lados.

As famílias nobres na fronteira oeste, junto das tropas do reino, se uniram, e durante meses travaram confrontos com os bárbaros, dia após dia, avançando mais e mais no território bárbaro. Vendo seus irmãos morrendo pela invasão,  Breogam Baze Uingz, o Laoch da Tribo da Águia uniu todos os Clãs, e confrontou as tropas reais em uma guerra que banhou o solo de vermelho por muito, e muito tempo.

O resultado desse conflito foi marcante, resultando na destruição total da tribo do Leão, e na aniquilação de 2/3 das tropas de Barrest. Tamanho foi o banho de sangue, que perante pedidos de diversos nobres, a invasão foi interrompida, e a defesa das terras das quais Barrest comandava do reino superou o desejo de mais conquistas neste dia. Por mais algumas semanas, as fronteiras do oeste foram atormentadas por ataques de diferentes Laochs. A família Barristan, liderada por Lord Gerrold, o Touro Branco, possuía o maior número de tropas sobreviventes da invasão, e utilizou de cada soldado para garantir a supremacia do reino. Sor Barristan, era um dos poucos nobres que acreditavam que seria possível uma aliança de paz com os bárbaros, para evitar ainda mais mortes, prova disso, foi ter acolhido um dos últimos sobreviventes da tribo do leão em suas própria casa, o Feroz guerreiro Keiran que mesmo guardando imenso rancor das tropas de Barrest pela aniquilação de sua família, mantinha um débito de vida com Gerrold por ter salvo sua vida, quando estava prestes a ser executado.

Ao fim dos conflitos, Gerrold conseguiu criar, junto da tribo do Centauro que agora vivia próximo as fronteiras onde antes ficará a Tribo do Leão, um tratado de paz, assegurando o reino de uma paz na região. Por sua colaboração durante e após a guerra, o Rei Armis IV declarou Sor Gerrold Barristan, como o Protetor do Oeste, e a sua família como guardiã da fronteira, tarefa carregada até hoje pelo nobre cavaleiro.

A Família dos Barristan, vivem a centenas de anos na Fortaleza de Eltz de onde comandam suas tropas e onde vive sua família. Na época do tratado de Paz, a Casa dos Barristan já possuía 4 filhos, sendo o mais velho Gregor, que participará dos conflitos contra os Bárbaros logo jovem, e carregava dentro de si uma grande intolerância pelos mesmos, até mesmo por Keiran que vivia na fortaleza como homem de confiança, coisa inaceitável aos olhos dele.

Gregor havia sido condecorado Cavaleiro ainda antes do tratado de paz com a Tribo do Centauro, e mesmo naquela época discutia com o próprio pai sobre as atitudes tomadas para com eles. O pai nunca entendeu o ódio de seu filho, mas devolvia para o mesmo as respostas de sempre, que o sangue já havia sido derramado em quantia suficiente para que todos entendessem que a guerra ali não era o caminho. E mesmo assim, seu filho desacreditava.

Maison, o Segundo filho por outro lado concordava com o Pai. Primeiro porque havia visto as guerras e os soldados de sua Casa morrendo nelas. E depois, porque Keiran havia sido seu tutor para com a arma que seu pai havia lhe dado...na verdade, recebido. Gregor e Maison haviam acompanhado seu pai na viagem de encontro ao Laoch da tribo do Centauro. Após assinado o tratado, o líder deles presenteou a Gregor com uma Espada bastarda, que foi passada para Maison como presente, e nomeada de “Arthait” (Tormenta) pelos Bárbaros.

Além da arte com a espada, Keiran havia ensinado a Maison a língua de seu povo e parte de seus costumes. Coisas que fizeram ainda mais Maison perceber o quanto os conflitos eram problemáticos para com todos.

Os problemas surgiram entretanto, tempos depois. Gregor, apoiado por Rickard confrontaram seu pai sobre os tratados de paz. Porém Gerrold por sua vez havia perdido a paciência, e a discussão entre ele e Gregor foi acalorada, a ponto de palavras como “Você não é Digno de ser sucessor desta casa! Não corremos por batalhas, corremos por soluções que evitem mais soldados sendo mortos!

As coisas então foram ficando cada vez piores na casa. Semanas depois de tal discussão, mensagens chegavam da Tribo do Centauro acusando soldados dos Barristan de terem assassinado um grupo de jovens que acampava próximo a fronteira.

Lord Gerrold se comprometeu a encontrar-se com o Laoch e sua tribo. Gregor iria junto de seu pai e 10 soldados. Maison teria ido também, mas Gregor o Proibiu, justificando que deveria ficar na casa junto de seus irmãos, afinal Rickard ainda não tinha idade de assumir tudo.
O Problema não foi ter ficado em Eltz. O problema foi a comitiva só ter voltado 2 dias depois com 4 pessoas, 2 soldados, Gregor e Gerrold, inconsciente e muito ferido. 

Gregor alegava que o Laoch havia preparado uma armadilha para seu pai, e matado todos em memória  da Tribo da Juba Dourada (Do Leão). Maison não engoliu a história assim como Lyanna, sua irmã ,mas a preocupação com seu pai e furtividade de seu irmão o fizeram praticamente ignorar esse assunto por hora.

O problema entretanto, não parou por ai. O pai não despertava, e a mãe não saia do lado dele. Gregor assumia o papel de Senhor de Eltz, e como tal atuava como seu pai, porém vendo as coisas do seu lado. Logo, passou a preparar cartas para os nobres e para o Rei, informando do ultrajante ataque bárbaro contra o Protetor do Oeste e chamando as armas. Maison tentava controla-lo, mas Gregor o acusava de ignorar o que havia sido feito contra seu pai. Acusações das quais Rickard também o acusava.

Por sua vez, Maison tentava enviar cartas aos Laochs, tentando entender o que havia acontecido, uma vez que o Tratado de Paz era algo praticamente juramentado, mesmo os bárbaros os respeitavam. Mesmo que várias outras tribos atacassem as tropas de Barrest e fossem repelidas, a Tribo do Centauro respeitava o tratado. Mesmo outros Laochs, também respeitavam isso e procuravam vias pacíficas mas mesmo aquela ação, com aquela justificativa era muito estranha.

E aqui que começamos. A Nomeação de Cavaleiro de Maison foi adiada, e a crise está instaurada na fronteira. Enquanto os irmãos se unem contra os Bárbaros, Maison tenta descobrir o que realmente haveria de ter acontecido, e trazer a justiça ao verdadeiro culpado.

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