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| Brayan Gallagher |
Brayan Gallagher, filho de Owen e Eve Gallagher, nascido meses antes da invasão de Barest em suas terras. Ele recebeu ainda com poucos meses de vida a marca do qual o acompanharia pelo resto da vida, o simbolo do clã. Owen era um dos protetores pessoais do grande Sagart.
“Todas os membros do clã Sealgairí Onóra, logo após o nascimento, passam pela primeira prova de vida, pois é gravada o simbolo do clã em suas costas através de ferro quente (igual é feito com o gado), se a criança sobrevive-se, ela seria digna de levar consigo o simbolo da tribo.”
Pouco tempo depois, Barest invadiu as terras da tribo, que ferozmente tentaram defender seu território. Durante o constante avanço de Barest no território, um soldado, Frederic Camarcho, encontrou um bebe chorando abraça ao corpo de uma mulher morta a flechadas, Frederic levou a criança até o Lord Gerrold e perguntou o que faria com essa criança, e o lord disse para retirar a criança dessa guerra, dar aquele pequeno uma familia que nunca teria, longe das batalhas. Frederic o levou, envolto a um tecido, com o nome Brayan Gallager Ifainc Lew (Filho do Leão), do próprio povo bárbaro.
Frederic, batizou o menino por Gehard Camarcho, pelo nome se parecer com o do Lord Gerrold em homenagem. Frederic e a esposa Sara, o criaram como se fosse um filho. Sara ficou muito feliz ao ver o marido trazendo uma criança, já que havia pouco tempo que eles haviam descoberto que eles nunca poderiam ter filhos.
A partir dos 5 anos, Gehard começou a tersonhos estranhos, pedaços incoerentes de imagens, floresta, flechas, sangue. Sempre acordava assustado após esses sonhos e corria para junto de seus pais, que tentavam acalma-lo dizendo que apenas um sonho ruim que ele não deveria se preocupar.
Aos 10anos, enquanto Gehard brincava pela ruas do reino, correndo e pulando, esbarrou num escravo da casa dos Mittel, e reparou que o escravo tinha a mesma marca ele queesbravejando, o escravo saiu andando sem falar nada.
Gehard não conseguiu tirar aquela marca da cabeça. Os sonhos eram mais constantes conforme os anos se passaram, antes era a cada mudança de estação, depois a cada mudança de lua, agora é noite sim noite não., e não tardará para ser todas as noites.
Aos 15 anos, quando Gehard não tinha mais problemas para sair sozinho, afim de encontrar o escravo que tinha a mesma marca que ele, foi até onde os mercadores viviam, lá, e descobriu que algumas pessoas possuiam a mesma marca que ele. Ao tentar falar com qualquer um sobre aquela marca, a resposta era uma só. O Silêncio. Parecia que ninguém gostava de falar sobre aquilo e que algo estaria por detrás daquela marca.
Vendo que não iria conseguir nada com eles, retornou para sua casa.No final daquela tarde, ele foi falar a sua mãe e perguntar novamente sobre aquela marca, quando ela deu a mesma resposta de sempre (isso é só um machucado), ele retrucou com o argumento de outros escravos também possuierem aquela marca e pediu quase que gritando para ela não mais mentir sobre isso. Assustada com o que ele disse e como disse, Sara contou a Gehard sobre o dia em que seu pai o trouxe para casa. Indignado com os pais por nunca terem contato a ele sobre o que realmente aconteceu, Gehard bateu a porta da frente e saiu correndo pelas rua da cidade sem rumo. Antes que Sara pudesse tomar qualquer reação e ir atrás do filho, Frederic chegou e perguntou o que aconteceu, aos prantos, Sara contou a Frederic. Ele por sua vez acalmou a esposa, dizendo que quando Gehard se acalmasse ele voltaria para casa.
Gehard chegou nos limites da cidade, se apoiou no muro da muralha da cidade, sentou com lagrimas nos olhos e a sensação dele não saber quem ele realmente é. Poucos minutos depois que ele sentou na muralha, uma coruja pousou no alto do muro, ao olhar a coruja, uma voz é ouvida, “eles podem mudar seu nome, suas roupas, mas nunca mudar sua essência, se quiser saber toda a verdade, siga-mepequeno Brayan”, e a coruja levantou voo em direção a floresta fora dos limites da cidade. Gehard não entendendo nada, mas sentindo que deveria segui-la, começou a correr em direção a coruja, saiu dos limites da cidade e em poucos minutos entrou na floresta, sempre seguindo a voz, mas olhando para trás continuamente. Andou por alguns poucos minutos, talvez vários minutos, até chegar num espaço aberto em meio as árvores com apenas 1 pequena fogueira e uma mulher sentada com as pernas dobradas em posição de meditação, quando Gehard a olhou e antes de pensar em fazer qualquer coisa, ela fala: “Aproxime-se pequeno Brayan.”, ainda sem entender nada, ele se aproxima um pouco e com a voz tremula, perguntou quem ela era. Leona, disse ela. E porque me chamou aqui, perguntou.
Para que descubra a verdade sobre si e assim possa decidir seu próprio caminho, se quiser saber de tudo, é melhor se sentar que a história será longa. Eles passaram a noite inteira conversando sobre as origens do reino do oeste, a origem dos 8 clãs, como eles viviam, que a marca que ele possuia indica qual o seu clã. Falaram sobre a hierarquia, sobre os Sagarts, sobre o modo de vida, as batalhas e sobre a invasão que mudou a história da tribo Sealgairí Onóra. Leona falou também que tinha muito mais para ensina-lo, mas que ele deveria voltar para a cidade antes que o atual “pai” dele entrasse na floresta com mais guardas e quebrasse o tratado de paz, mas pediu a ele para procurar o tecido que o estava protegendo durante a invasão, e somente depois disso ela contaria mais sobre seus verdadeiros pais. Nesse momento, ela se transformou numa coruja e voou.
Gehard voltou pra casa pouco antes do amanhecer, entrou silenciosamente, mas Sara estava a sua espera já desesperada, perguntando se estava tudo bem e porque ele havia demorado tanto, pedindo desculpas por nunca ter lhe falado nada, e que eles falariam quando chegasse a hora. Gehard queito como nunca esteja, apenas acenou e perguntou sobre o tecido que veio com ele. Frederic e Sara se entreolharam, pois nunca haviam mostrado aquilo para ele, e disseram a ele para todos irem descansar um pouco, que quando todos acordassem, eles lhe contariam tudo o que sabem. Gehard apenas falou, tudo bem, mas eu já sei o que houve, só quero o que veio comigo. Sara com lagrimas nos olhos disse que iria procurar e que a tarde lhe entregaria.
Mais a tarde, Sara e Frederic entregaram a Gehard o que trouzeram junto com o bebe. Gehard pegou o tecido com os inscritos em Gaeilge e partiu dizendo que voltaria. Gehard caminhou diretamente para a o local onde havia estado no dia anterior, lá estava ela, na mesma posição, e disse: Conseguiu o que lhe pedi? – Sim, consegui, agora fale-me dos meus verdadeiros pais. Leona pegou o tecido, estendeu no chão, apontou para os inscritos e disse: “Este é o seu verdadeiro nome, Brayan Gallagher, filho de ... E assim Brayan ficou sabendo as verdades que lhe faltavam. Mas ainda se sentia perdido com relação a ele mesmo, ainda mais agora. Ela o acalmou e disse que no momento certo ele saberá o que deverá fazer e como, mas por agora, ele terá que se empenhar em aprender, apenas aprender. E com isso, Leona ensinou a língua Gaeilge e também o idioma druídico.
Passaram-se alguns anos, Brayan continuou morando com Frederic e Sara, pois, de certo modo, foram eles que o criaram, mas sempre saia cedo de casa e voltava quando estava anoitecendo, passava o dia com Leona e seus ensinamentos. Seus pais sabiam que não poderiam mais segura-lo, prende-lo, sabiam que mais sedo ou mais tarde isso iria acontecer, só resta a eles agora,rezar para que Gehard ou Brayan sempre retorne seja lá onde for.
Para términar a primeira parte do treinamento druídico, Leona deu uma missão a Brayan, que assim como ela, ele deveria aparecer com seu companheiro animal, ela sabia que ele estava pronto e que iria encontra-lo, mas não poderia fazer isso por ele. Após Brayan receber a última missão, começou a andar pela floresta afim de encontrar o seu companheiro. Ele andou pela floresta dia após dia, sem encontrar 1 animal sequer pelo caminho, até que um dia, depois de um tempo procurando, ele parou e esperou, meditando em algum ponto da floresta, até que ouviu um barulho que parecia pertencer a um lobo, Brayan levantou e seguiu o barulho, andou por vários minutos, estranhou porque o barulho estava muito longe, e quando o encontrou, reparou que o lobo tinha sido preso por uma pequena armadilha, uma “boca de urso” prendeu a pata e ele não conseguia se desprender. Brayan se aproximou e retirou a armadilha do lobo, não com facilidade, mas com os ensinamentos de Leona, conseguiu. Levou o lobo para outro lugar para conseguir tratar dos ferimentos.
Pouco depois que deixou a armadilha, percebeu uma agitação na área, e ao olhar o que estava acontecendo, viu caçadores, não conseguiu ver os rostos, mas uma certeza ele teve, estavam atrás do que quer que a armadilha havia pegado. Esperou eles irem embora e retornou para cuidar do lobo.
Depois de cuidar do lobo, Leona apareceu em forma de coruja e disse: - Brayan, esse é apenas o inicio, ainda há muito o que aprender, mas a partir de agora você deverá seguir seu caminho, esse lobo irá te acompanhar até chegar o momento de partir. Agora é por sua conta. Estarei observando, mas não sei por quanto tempo. Adeus Brayan.”.
“Leona Leoin Siúlóir (O Leão Andarilho) é uma das druidas errantes da tribo Sealgairí Onóra. Segundo o que dizem, cada druida escolhe um aprendiz para passar os ensinamentos druidicos, essa escolha acontece quando cada druida sente que sua existência está chegando ao fim... Leona escolheu Brayan e ela aparece sempre de pernas cruzadas, porque ela foi fortemente ferida na guerra, ficando entre a vida e morte, e depois daquilo nunca mais conseguiu movimenta-las direito, por isso ela sempre aparece meditando e se transforma em coruja ou outro animal voador quando quer ir para outro lugar... Ela possui uma coruja como companheiro.”
“Frederic é o prefeito da cidade onde eles viviem. Ele baseou a crianção de Gerrold no que é certo segundo o que ele acreditava, fazer o bem sem importar a quem. Frederic sempre acreditou na paz entre todos os povos, uma paz sem derramamento de sangue e que todas as raças estejam livres.”


