domingo, 20 de novembro de 2011

Brayan Gallagher

Brayan Gallagher


Brayan Gallagher, filho de Owen e Eve Gallagher, nascido meses antes da invasão de Barest em suas terras. Ele recebeu ainda com poucos meses de vida a marca do qual o acompanharia pelo resto da vida, o simbolo do clã. Owen era um dos protetores pessoais do grande Sagart.

“Todas os membros do clã Sealgairí Onóra, logo após o nascimento, passam pela primeira prova de vida, pois é gravada o simbolo do clã em suas costas através de ferro quente (igual é feito com o gado), se a criança sobrevive-se, ela seria digna de levar consigo o simbolo da tribo.”

Pouco tempo depois, Barest invadiu as terras da tribo, que ferozmente tentaram defender seu território. Durante o constante avanço de Barest no território, um soldado, Frederic Camarcho, encontrou um bebe chorando abraça ao corpo de uma mulher morta a flechadas, Frederic  levou a criança até o Lord Gerrold e perguntou o que faria com essa criança, e o lord disse para retirar a criança dessa guerra, dar aquele pequeno uma familia que nunca teria, longe das batalhas. Frederic o levou, envolto a um tecido, com o nome Brayan Gallager Ifainc Lew (Filho do Leão), do próprio povo bárbaro.

Frederic, batizou o menino por Gehard Camarcho, pelo nome se parecer com o do Lord Gerrold em homenagem. Frederic e a esposa Sara, o criaram como se fosse um filho. Sara ficou muito feliz ao ver o marido trazendo uma criança, já que havia pouco tempo que eles haviam descoberto que eles nunca poderiam ter filhos.

A partir dos 5 anos, Gehard começou a tersonhos estranhos, pedaços incoerentes de imagens, floresta, flechas, sangue. Sempre acordava assustado após esses sonhos e corria para junto de seus pais, que tentavam acalma-lo dizendo que apenas um sonho ruim que ele não deveria se preocupar.
Aos 10anos, enquanto Gehard brincava pela ruas do reino, correndo e pulando, esbarrou num escravo da casa dos Mittel, e reparou que o escravo tinha a mesma marca ele queesbravejando, o escravo saiu andando sem falar nada.

Gehard não conseguiu tirar aquela marca da cabeça. Os sonhos eram mais constantes conforme os anos se passaram, antes era a cada mudança de estação, depois a cada mudança de lua, agora é noite sim noite não., e não tardará para ser todas as noites.

Aos 15 anos, quando Gehard não tinha mais problemas para sair sozinho, afim de encontrar o escravo que tinha a mesma marca que ele, foi até onde os mercadores viviam, lá, e descobriu que algumas pessoas possuiam a mesma marca que ele. Ao tentar falar com qualquer um sobre aquela marca, a resposta era uma só. O Silêncio. Parecia que ninguém gostava de falar sobre aquilo e que algo estaria por detrás daquela marca.

Vendo que não iria conseguir nada com eles, retornou para sua casa.No final daquela tarde, ele foi falar a sua mãe e perguntar novamente sobre aquela marca, quando ela deu a mesma resposta de sempre (isso é só um machucado), ele retrucou com o argumento de outros escravos também possuierem aquela marca e pediu quase que gritando para ela não mais mentir sobre isso. Assustada com o que ele disse e como disse, Sara contou a Gehard sobre o dia em que seu pai o trouxe para casa. Indignado com os pais por nunca terem contato a ele sobre o que realmente aconteceu, Gehard bateu a porta da frente e saiu correndo pelas rua da cidade sem rumo. Antes que Sara pudesse tomar qualquer reação e ir atrás do filho, Frederic chegou e perguntou o que aconteceu, aos prantos, Sara contou a Frederic. Ele por sua vez acalmou a esposa, dizendo que quando Gehard se acalmasse ele voltaria para casa.

Gehard chegou nos limites da cidade, se apoiou no muro da muralha da cidade, sentou com lagrimas nos olhos e a sensação dele não saber quem ele realmente é. Poucos minutos depois que ele sentou na muralha, uma coruja pousou no alto do muro, ao olhar a coruja, uma voz é ouvida, “eles podem mudar seu nome, suas roupas, mas nunca mudar sua essência, se quiser saber toda a verdade, siga-mepequeno Brayan”, e a coruja levantou voo em direção a floresta fora dos limites da cidade. Gehard não entendendo nada, mas sentindo que deveria segui-la, começou a correr em direção a coruja, saiu dos limites da cidade e em poucos minutos entrou na floresta, sempre seguindo a voz, mas olhando para trás continuamente. Andou por alguns poucos minutos, talvez vários minutos, até chegar num espaço aberto em meio as árvores com apenas 1 pequena fogueira e uma mulher sentada com as pernas dobradas em posição de meditação, quando Gehard a olhou e antes de pensar em fazer qualquer coisa, ela fala: “Aproxime-se pequeno Brayan.”, ainda sem entender nada, ele se aproxima um pouco e com a voz tremula, perguntou quem ela era. Leona, disse ela. E porque me chamou aqui, perguntou. 

Para que descubra a verdade sobre si e assim possa decidir seu próprio caminho, se quiser saber de tudo, é melhor se sentar que a história será longa. Eles passaram a noite inteira conversando sobre as origens do reino do oeste, a origem dos 8 clãs, como eles viviam, que a marca que ele possuia indica qual o seu clã. Falaram sobre a hierarquia, sobre os Sagarts, sobre o modo de vida, as batalhas e sobre a invasão que mudou a história da tribo Sealgairí Onóra. Leona falou também que tinha muito mais para ensina-lo, mas que ele deveria voltar para a cidade antes que o atual “pai” dele entrasse na floresta com mais guardas e quebrasse o tratado de paz, mas pediu a ele para procurar o tecido que o estava protegendo durante a invasão, e somente depois disso ela contaria mais sobre seus verdadeiros pais. Nesse momento, ela se transformou numa coruja e voou. 

Gehard voltou pra casa pouco antes do amanhecer, entrou silenciosamente, mas Sara estava a sua espera já desesperada, perguntando se estava tudo bem e porque ele havia demorado tanto, pedindo desculpas por nunca ter lhe falado nada, e que eles falariam quando chegasse a hora. Gehard queito como nunca esteja, apenas acenou e perguntou sobre o tecido que veio com ele. Frederic e Sara se entreolharam, pois nunca haviam mostrado aquilo para ele, e disseram a ele para todos irem descansar um pouco, que quando todos acordassem, eles lhe contariam tudo o que sabem. Gehard apenas falou, tudo bem, mas eu já sei o que houve, só quero o que veio comigo. Sara com lagrimas nos olhos disse que iria procurar e que a tarde lhe entregaria.

Mais a tarde, Sara e Frederic entregaram a Gehard o que trouzeram junto com o bebe. Gehard pegou o tecido com os inscritos em Gaeilge e partiu dizendo que voltaria. Gehard caminhou diretamente para a o local onde havia estado no dia anterior, lá estava ela, na mesma posição, e disse: Conseguiu o que lhe pedi? – Sim, consegui, agora fale-me dos meus verdadeiros pais. Leona pegou o tecido, estendeu no chão, apontou para os inscritos e disse: “Este é o seu verdadeiro nome, Brayan Gallagher, filho de ... E assim Brayan ficou sabendo as verdades que lhe faltavam. Mas ainda se sentia perdido com relação a ele mesmo, ainda mais agora. Ela o acalmou e disse que no momento certo ele saberá o que deverá fazer e como, mas por agora, ele terá que se empenhar em aprender, apenas aprender. E com isso, Leona ensinou a língua Gaeilge e também o idioma druídico. 

Passaram-se alguns anos, Brayan continuou morando com Frederic e Sara, pois, de certo modo, foram eles que o criaram, mas sempre saia cedo de casa e voltava quando estava anoitecendo, passava o dia com Leona e seus ensinamentos. Seus pais sabiam que não poderiam mais segura-lo, prende-lo, sabiam que mais sedo ou mais tarde isso iria acontecer, só resta a eles agora,rezar para que Gehard ou Brayan sempre retorne seja lá onde for.

Para términar a primeira parte do treinamento druídico, Leona deu uma missão a Brayan, que assim como ela, ele deveria aparecer com seu companheiro animal, ela sabia que ele estava pronto e que iria encontra-lo, mas não poderia fazer isso por ele. Após Brayan receber a última missão, começou a andar pela floresta afim de encontrar o seu companheiro. Ele andou pela floresta dia após dia, sem encontrar 1 animal sequer pelo caminho, até que um dia, depois de um tempo procurando, ele parou e esperou, meditando em algum ponto da floresta, até que ouviu um barulho que parecia pertencer a um lobo, Brayan levantou e seguiu o barulho, andou por vários minutos, estranhou porque o barulho estava muito longe, e quando o encontrou, reparou que o lobo tinha sido preso por uma pequena armadilha, uma “boca de urso” prendeu a pata e ele não conseguia se desprender. Brayan se aproximou e retirou a armadilha do lobo, não com facilidade, mas com os ensinamentos de Leona, conseguiu. Levou o lobo para outro lugar para conseguir tratar dos ferimentos. 

Pouco depois que deixou a armadilha, percebeu uma agitação na área, e ao olhar o que estava acontecendo, viu caçadores, não conseguiu ver os rostos, mas uma certeza ele teve, estavam atrás do que quer que a armadilha havia pegado. Esperou eles irem embora e retornou para cuidar do lobo.


Depois de cuidar do lobo, Leona apareceu em forma de coruja e disse: - Brayan, esse é apenas o inicio, ainda há muito o que aprender, mas a partir de agora você deverá seguir seu caminho, esse lobo irá te acompanhar até chegar o momento de partir. Agora é por sua conta. Estarei observando, mas não sei por quanto tempo. Adeus Brayan.”.


“Leona Leoin Siúlóir (O Leão Andarilho) é uma das druidas errantes da tribo Sealgairí Onóra. Segundo o que dizem, cada druida escolhe um aprendiz para passar os ensinamentos druidicos, essa escolha acontece quando cada druida sente que sua existência está chegando ao fim... Leona escolheu Brayan e ela aparece sempre de pernas cruzadas, porque ela foi fortemente ferida na guerra, ficando entre a vida e morte, e depois daquilo nunca mais conseguiu movimenta-las direito, por isso ela sempre aparece meditando e se transforma em coruja ou outro animal voador quando quer ir para outro lugar... Ela possui uma coruja como companheiro.”

“Frederic é o prefeito da cidade onde eles viviem. Ele baseou a crianção de Gerrold no que é certo segundo o que ele acreditava, fazer o bem sem importar a quem. Frederic sempre acreditou na paz entre todos os povos, uma paz sem derramamento de sangue e que todas as raças estejam livres.”

Maison Barristan

Maison Barristan



A alguns anos atrás, conforme escreve a história, o Reino de Barrest uniu as tropas do reino para atacar o território Fhir Fhiáine, o território dos Senhores Bárbaros. Na época, a Tribo do Leão dominava quase toda a fronteira com o reino central, e isso acabava por alavancar algumas tensões por ambos os lados.

As famílias nobres na fronteira oeste, junto das tropas do reino, se uniram, e durante meses travaram confrontos com os bárbaros, dia após dia, avançando mais e mais no território bárbaro. Vendo seus irmãos morrendo pela invasão,  Breogam Baze Uingz, o Laoch da Tribo da Águia uniu todos os Clãs, e confrontou as tropas reais em uma guerra que banhou o solo de vermelho por muito, e muito tempo.

O resultado desse conflito foi marcante, resultando na destruição total da tribo do Leão, e na aniquilação de 2/3 das tropas de Barrest. Tamanho foi o banho de sangue, que perante pedidos de diversos nobres, a invasão foi interrompida, e a defesa das terras das quais Barrest comandava do reino superou o desejo de mais conquistas neste dia. Por mais algumas semanas, as fronteiras do oeste foram atormentadas por ataques de diferentes Laochs. A família Barristan, liderada por Lord Gerrold, o Touro Branco, possuía o maior número de tropas sobreviventes da invasão, e utilizou de cada soldado para garantir a supremacia do reino. Sor Barristan, era um dos poucos nobres que acreditavam que seria possível uma aliança de paz com os bárbaros, para evitar ainda mais mortes, prova disso, foi ter acolhido um dos últimos sobreviventes da tribo do leão em suas própria casa, o Feroz guerreiro Keiran que mesmo guardando imenso rancor das tropas de Barrest pela aniquilação de sua família, mantinha um débito de vida com Gerrold por ter salvo sua vida, quando estava prestes a ser executado.

Ao fim dos conflitos, Gerrold conseguiu criar, junto da tribo do Centauro que agora vivia próximo as fronteiras onde antes ficará a Tribo do Leão, um tratado de paz, assegurando o reino de uma paz na região. Por sua colaboração durante e após a guerra, o Rei Armis IV declarou Sor Gerrold Barristan, como o Protetor do Oeste, e a sua família como guardiã da fronteira, tarefa carregada até hoje pelo nobre cavaleiro.

A Família dos Barristan, vivem a centenas de anos na Fortaleza de Eltz de onde comandam suas tropas e onde vive sua família. Na época do tratado de Paz, a Casa dos Barristan já possuía 4 filhos, sendo o mais velho Gregor, que participará dos conflitos contra os Bárbaros logo jovem, e carregava dentro de si uma grande intolerância pelos mesmos, até mesmo por Keiran que vivia na fortaleza como homem de confiança, coisa inaceitável aos olhos dele.

Gregor havia sido condecorado Cavaleiro ainda antes do tratado de paz com a Tribo do Centauro, e mesmo naquela época discutia com o próprio pai sobre as atitudes tomadas para com eles. O pai nunca entendeu o ódio de seu filho, mas devolvia para o mesmo as respostas de sempre, que o sangue já havia sido derramado em quantia suficiente para que todos entendessem que a guerra ali não era o caminho. E mesmo assim, seu filho desacreditava.

Maison, o Segundo filho por outro lado concordava com o Pai. Primeiro porque havia visto as guerras e os soldados de sua Casa morrendo nelas. E depois, porque Keiran havia sido seu tutor para com a arma que seu pai havia lhe dado...na verdade, recebido. Gregor e Maison haviam acompanhado seu pai na viagem de encontro ao Laoch da tribo do Centauro. Após assinado o tratado, o líder deles presenteou a Gregor com uma Espada bastarda, que foi passada para Maison como presente, e nomeada de “Arthait” (Tormenta) pelos Bárbaros.

Além da arte com a espada, Keiran havia ensinado a Maison a língua de seu povo e parte de seus costumes. Coisas que fizeram ainda mais Maison perceber o quanto os conflitos eram problemáticos para com todos.

Os problemas surgiram entretanto, tempos depois. Gregor, apoiado por Rickard confrontaram seu pai sobre os tratados de paz. Porém Gerrold por sua vez havia perdido a paciência, e a discussão entre ele e Gregor foi acalorada, a ponto de palavras como “Você não é Digno de ser sucessor desta casa! Não corremos por batalhas, corremos por soluções que evitem mais soldados sendo mortos!

As coisas então foram ficando cada vez piores na casa. Semanas depois de tal discussão, mensagens chegavam da Tribo do Centauro acusando soldados dos Barristan de terem assassinado um grupo de jovens que acampava próximo a fronteira.

Lord Gerrold se comprometeu a encontrar-se com o Laoch e sua tribo. Gregor iria junto de seu pai e 10 soldados. Maison teria ido também, mas Gregor o Proibiu, justificando que deveria ficar na casa junto de seus irmãos, afinal Rickard ainda não tinha idade de assumir tudo.
O Problema não foi ter ficado em Eltz. O problema foi a comitiva só ter voltado 2 dias depois com 4 pessoas, 2 soldados, Gregor e Gerrold, inconsciente e muito ferido. 

Gregor alegava que o Laoch havia preparado uma armadilha para seu pai, e matado todos em memória  da Tribo da Juba Dourada (Do Leão). Maison não engoliu a história assim como Lyanna, sua irmã ,mas a preocupação com seu pai e furtividade de seu irmão o fizeram praticamente ignorar esse assunto por hora.

O problema entretanto, não parou por ai. O pai não despertava, e a mãe não saia do lado dele. Gregor assumia o papel de Senhor de Eltz, e como tal atuava como seu pai, porém vendo as coisas do seu lado. Logo, passou a preparar cartas para os nobres e para o Rei, informando do ultrajante ataque bárbaro contra o Protetor do Oeste e chamando as armas. Maison tentava controla-lo, mas Gregor o acusava de ignorar o que havia sido feito contra seu pai. Acusações das quais Rickard também o acusava.

Por sua vez, Maison tentava enviar cartas aos Laochs, tentando entender o que havia acontecido, uma vez que o Tratado de Paz era algo praticamente juramentado, mesmo os bárbaros os respeitavam. Mesmo que várias outras tribos atacassem as tropas de Barrest e fossem repelidas, a Tribo do Centauro respeitava o tratado. Mesmo outros Laochs, também respeitavam isso e procuravam vias pacíficas mas mesmo aquela ação, com aquela justificativa era muito estranha.

E aqui que começamos. A Nomeação de Cavaleiro de Maison foi adiada, e a crise está instaurada na fronteira. Enquanto os irmãos se unem contra os Bárbaros, Maison tenta descobrir o que realmente haveria de ter acontecido, e trazer a justiça ao verdadeiro culpado.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Thornn Mireford

Thornn Mireford


O mundo anão dentro das cavernas, onde o dourado tem muito mais significado do que ouro. Nascer com essa cor em barbas e cabelos significa que você nasceu com uma responsabilidade, com um dever para com a sua casa e para com a sua raça, a realidade de todos os anões de barbas douradas, os líderes que orientam a sobrevivência de minoria.

Doren Mireford IV “O dedo de ouro”, atual líder da montanha é um guerreiro que nunca perdeu uma batalha, um anão que levou prosperidade e gloria a todos em Minoria, dizem que desde pequeno ele sente onde o ouro está apenas por tocar a pedra, nunca errou uma orientação de escavação, por isso o nome dedo de ouro, pois onde ele aponta é encontrado ouro. Os mais religiosos dizem ser um dom místico dado pelo próprio Aros, os mais tolos dizem que é pela montanha ser repleta de ouro, e os mais sábios dizem que ele tem um dom de observação mais apurado que o normal. Um anão robusto, com uma barba branca enorme, vestido sempre de armadura completa feita de todos os metais da montanha, aço, cobre, prata e ouro. Representando cada uma das castas de divisão de seu povo.

O rei tem 3 filhos o mais velho Lofarr, Darian e o mais jovem Thorn. O primogênito o mais forte dos três irmãos, um guerreiro habilidoso e forte, as lendas dizem que nunca erra um golpe, mesmo quando seu machado é bloqueado por um escudo inimigo ele sempre destrói o escudo e o inimigo, sempre com um golpe, nada mais. Darian é o filho do meio, sem o rubor do irmão mais velho, sem a mesma habilidade para armas nem o mesmo vigor, mas com uma inteligência que fariam fazem até mesmo o pai ter medo, “uma língua afiada é mais mortífera do que 100 machados” dizia o rei.

E Thorn o mais novo, sem a mesma força de Lofarr e sem a inteligência e Darian, o que lhe sobra? Bem alguns dizem ser o mais bondoso dos três e sem dúvidas o mais responsável, sempre tentando apartar a briga dos irmãos mais velhos, que sempre começam com a língua de Darian e terminam com os socos de Lofarr.

Depois de muitas luas levando a coroa, o rei Doren achou melhor passa-la antes de perder seu vigor e se tornar um líder fraco, ele preparou seu primogênito para ser um rei melhor do que ele um dia fora, forte, vigoroso e carismático. A coroa de Minoria, uma coroa de ouro puro, cravejada de rubis com um enorme em seu centro, simbolizando a riqueza das minas, dizem que foi forjada pelo próprio Aros com o ouro mais puro do mundo, que simplesmente colocar na cabeça exige uma força e vigor enorme pelo peso. O rei é armado pelo Machado anão Levonir e defendido pelo escudo Tarian que junto com a coroa formam os maiores tesouros dos anões. 

Levonir é um machado de batalha anão comum a primeira vista, mas uma não reconhece os entalhes e runas feitas com finos fios de ouro, uma arma linda e excepcional, que parece nunca perder o corte e sempre estar ao lado direito do rei. Do seu lado esquerdo, o escudo Tarian, um escudo de corpo anão, feito de aço, ouro e pedras preciosas, com o símbolo da forja de Aros em ouro, dizem que ao ficar atrás do escudo o rei se torna intocável, que nada nem ninguém conseguiu arranhar o escudo, mesmo com o passar das décadas seu brilho não se ofusca.
As lendas dizem que os três juntos dão ao rei um poder excepcional, que quando o próprio deus Aros caminhava pela terra como mortal, Doren I “o maior” o ajudou a aprisionar uma criatura nas profundezas da terra, no posteriormente iria se tornar a montanha de Minoria, por sua ajuda forjou a coroa, o machado e o escudo e os banhou em seu próprio sangue, dando aos três propriedades míticas. Com a sua força e os três artefatos Doren I ergueu a montanha para construir a maior cidade anã do mundo, para que toda a sua descendência pudesse servir para guardar o sono da criatura. Os mais tolos não acreditam nas lendas gravadas na pedra da sabedoria, coração da historia anã, uma pedra monumental feita de um material que nem mesmo os próprios anões conhecem alguns a chamam de pedra da lua, ela é guardada no coração da cidade, e ao longo de sua extensão conta a historia de toda a raça anã, onde todo rei entalha ele próprio a sua própria história.

• Loffar:
Acordo em minha cama como de costume, me lavo e coloco a minha armadura de batalha. Uma linda armadura com detalhes em prata, ouro, bronze e aço, representando a raça anã, diferente da do seu pai, mas com a mesma beleza e extremamente rica em detalhes, runas e ornamentos, uma vestimenta digna de um rei, e isso logo serei. Olho para mim mesmo e imagino como serão as minhas histórias e que feitos heroicos serão dignos para serem gravados na pedra da lua.

Me arrumo como nunca em minha vida, coloco anéis de ouro em minha barba e corto meu cabelo com meu machado, como qualquer anão que se preze. Desço as escadas que me separam dos salões mais baixos, onde haverá um café da manhã digna de um novo rei. Ao ouvir vozes e risos meu coração se enche de ansiedade, os guardas da enorme porta de bronze fazem reverencia, eu não olho e empurro a porta em direção ao cheiro de carne de porco e cerveja preta, encontro diversos rostos conhecidos que se levantam ao me ver entrar, parentes de barba dourada, cavaleiros e lords, mesmo os de outras cidades menores. Na cabeceira da enorme mesa retangular de pinho do norte, avisto meu pai o Rei Doren IV sentado, esperando enquanto mexe na longa barba branca sem adornos. A cadeira no seu lado direito permanece vazia, onde eu me dirijo para tomar lugar.
Ao chegar em meu lugar, meu pai me olha com um tom calmo esperando que eu fale algo. Depois de um leve pigarro, minha voz ecoa grossa e forte como um martelo de forja.

- Muito Obrigado pela presença senhores, hoje é um grande dia para mim e para nossa familia, hoje eu serei testado para os votos de liderança e provarei que sou digno de usar a coroa, o machado e o escudo.
Depois de gritos de vivas vindos de todos na mesa, me sento acompanhando por todos, meu pai começa a comer e assim eu depois todos os outros.

Risos, barulhos de brindes, e fumaça de fumo, o melhor ambiente para um anão como eu, depois de comer uma perna de javali com uma bela caneca de cerveja, uma refeição especial para o café da manhã. Enquanto como e falo aos berros com meus companheiros de sangue, bebo mais cerveja, quando chego a quinta caneca olho para a ponta da mesa avistando uma silhueta conhecida se aproximando.

- Salve senhores de ouro, é com grande prazer que me junto a vocês nesse delicioso café da manhã.
Vestido com uma túnica vermelha, sempre com um sorriso enorme no rosto, uma barba grande como a minha, mas bem penteada e arrumada demais para um anão, uma voz com tom de ironia e sarcasmo que me irrita até a alma, meu amado e odiado irmão, Darian.

- E ai meu caro irmão como está nesse dia importante, hoje é o dia que será proclamado rei, e todos nós e até as rochas se curvarão perante ti, tsk tsk.

- ESTÁ BRINCANDO COMIGO IRMÃO?  

Me altero, meu pai põe a mão em meu peito assim que eu ameaço me levantar.

- Basta Darian, hoje é um dia importante para seu irmão contenha sua língua dentro de sua boca.

- Sim claro pai.

- E você Lofarr deve saber se controlar, um rei deve ser a sabedoria de nossa montanha.

- Nossa será perigoso ela cair sobre nossas cabeças...tsk tsk tsk

Os parentes riem ao ouvir a piada de Darian, eu fico vermelho coloco a mão sobre meu machado, o seguro e aperto até que a dor me acalme.

- Bem senhores, sinto dizer mas tenho assuntos a resolver, antes que meu irmão se irrite mais com o meu bom humor, tsk tsk tsk

Ele arranca um pedaço de pão preto e se retira do salão sem olhar para trás, acompanho seu andar até que ele atravessa a porta de aço, gostaria que Thorn estivesse aqui, por sinal onde será que aquele garoto se escondeu.

• Thorn:
Ser o mais jovem tem as suas vantagens, sou o menos requisitado em reuniões de conselhos, ou exigências extravagantes de meu pai. Os meus irmãos estão sempre brigando, Lofarr sempre com o jeito esquentadinho e Darian com seu humor, às vezes me parece que ninguém me nota, mas isso por um lado é bom, assim posso explorar as cavernas sem que notem a minha falta.

Conheço essa montanha como a palma da minha mão, já cavei, escalei e procurei em todos as partes desse enorme labirinto, só não pude ir na parte mais profunda da montanha, existe uma escada antiga, mais antiga talvés que a própria montanha, ela é proibida, nenhum anão se arrisca a descer, mesmo os mais valentes, dizem que é um lugar amaldiçoado, onde criaturas da noite esperam para abocanhar qualquer alma que passe  em sua frente. Lendas e mais lendas, as vezes acho que elas existem para proteger algo que alguém quis esconder, talvez um tesouro, ouro e joias sem limites.

Sentado na sacada de pedra, olhando os barbas de cobre treinando e outros escavando um novo túnel de acesso para o piso superior, da sacada posso ver praticamente todas as casas de pedra que se espalham por uma grande planície escavada na rocha, dentro da cidade, uma variedade de espelhos feitos de pedra foram colocados para refletir a luz do sol, iluminando toda a vila e mostrando em que parte do dia estamos.

Ouço passos atrás de mim, automaticamente me viro e encaro uma figura conhecida e querida, em uma veste vermelha meu irmão Darian sorri para mim, e eu sorrio de volta, fazendo um comprimento com a mão no peito.

- Bom dia meu caro irmãozinho, como está se saindo na observação dos mineradores? Meio monótono imagino, mas tenho certeza que é mais interessante do que ver Lofarr bebendo igual a um troll das montanhas, tsk tsk tsk

- ahahahha verdade, o cheiro ele já tem mesmo!

Nós dois rimos da piada lembrando do dia em que Darian colocou extrato de gamba na armadura de Lofarr, justamente antes de um torneio, onde ele teve que lutar com um cheiro que sozinho já derrubava os inimigos.

- Mas não é pra rir que eu vim aqui, tenho um segredo pra você, mas você tem que jurar que isso nunca vai ser falado por ai.

- Claro irmão, pode me contar, minha boca é um tumulo

- Bem então, estava no café da manhã com nosso irmão e nosso pai, bem eles comentaram algumas coisas de você.

- Sério que tipo de coisa?

- Bem que agora que Lofarr se tornar rei, como você não tem idade para assumir como comandante ou general, você será responsável por cuidar dele.

- Como um guarda costas?

- Não como uma camareira.

• Damian
Corro as escadas do palácio sorrindo, ao chegar a porta, faço a melhor cara de assustado que pude.

- PAI PAI, O THORM DESCEU ATÉ O LUGAR PROIBIDO!

O velho sentado em seu trono com alguns homens que se levantam e cochicham coisas depois de me ouvir. E la estava ele, meu irmão mais velho, Lofarr o mais estupido e ignorante anão que se tenha ideia, seu pensamento limitado me dá agonia, sinto como se eu e ele fossemos de dimensões diferentes.

- VOU ATRÁS DELE! Lofarr grita e se levanta.

- Antes de ir devo adverti-lo que lá é perigoso demais, até mesmo para você meu filho, existem criaturas que são mais velhas que a própria terra, graças aos nossos arquitetos e escavadores, nunca tivemos problemas com elas, parecem que só conseguem viver no mais profundo e escuro das cavernas. Leve isso com você, hoje é o dia de sua coroação e não vejo problema em você usar o que lhe é de direito.

O velho anão se levanta tira a coroa e coloca na cabeça do filho mais velho, pega seu escudo e coloca no braço direito e entrega seu machado que o acompanhou em diversas batalhas.

- Trarei ele de volta pai!

- Eu irei com você, afinal ele também é meu irmão.

- Não Damian eu vou só, como serei um rei se não consigo resgatar meu próprio irmão!

- Bem eu não perguntei eu afirmei, eu vou com você

Meu grotesco irmão faz uma careta de desgosto, aperta o cabo de Levonir e começa a correr em direção a porta. Como é fácil tsk tsk tsk

Corremos como se estivéssemos caçando orcs, descemos um enorme lance de escadas, até que elas acabaram e um túnel largo se dirige para cada vez mais fundo, meu irmão cotidianamente olha para o chão procurando pistas do paradeiro de Thorn, corremos durante horas, sem sessar e em silencio a cada metro a  descida se tonava mais íngreme e mais escura.

Descemos ainda mais e um silencio mortal se mostra entre mim e meu estupido irmão.
Sons, sons barulhos, eu e meu irmão paramos para ouvir quando estávamos quietos tentando escutar algum sinal de nosso irmão mais novo um barulho nos faz correr.

- ME LARGUEM CRIATURAS! VOU ARRANCAR AS SUAS ENTRANHAS E DAR AOS PORCOS!

A voz juvenil de nosso irmão, Lofarr corre como tomado por uma fúria guerreira, eu não o sigo por alguns minutos, e depois começo a caminhar, ouvindo barulhos de machadas e gritos de guerra.

Ao chegar mais perto vejo a cena, mais ou menos 30 criaturas feitas de pedra e barro, disformes e feias, com uma média de 2,30 de altura com braços longos cheio de farpas. Meu irmão destrói um com um golpe, o meu irmão mais novo é segurado por duas dessas criaturas e eu assisto. 

Meu irmão bate e vai destruindo as criaturas, e elas por sinal dificilmente conseguem tocar no escudo, um detalhe importante é que mesmo nessa escuridão é possível ver uma luz que emana dos três itens, bem são mágicos de verdade, tsk tsk tsk.

Meu irmão destrói 4 criaturas, uma delas acerta um golpe em cheio no escudo e ele é jogado contra a parede de rocha. Esse é o momento de agir, tomar aquilo que é meu por direito. Falo algumas palavras em uma língua desconhecida, minhas mãos brilham com uma luz amarela.

- Bem irmãos vejo que é a hora de acabar com essa reunião familiar, tsk tsk tsk

- Como assim Damien?!

- Bem meu estupido irmão mais velho, quando vocês morrerem aqui eu serei o rei, não que isso tenha algum significado pra mim, mas descobri uma coisa experimentando meu novo poder.

Com um rápido movimento de mãos, Damien faz mais 30 dos monstros surgirem da própria rocha.

- FOI VOCÊ QUEM ARMOU ISSO??? VOU ARRANCAR A SUA CABEÇA!

- Bem meu irmão, acho que não tsk tsk tsk Matem eles!

Os monstros comandados por Damien investem contra Loffar que se protege com o escudo, mas de repente, uma luz amarela atravessa o salão e o poderoso anão cai, fungando palavrões, em um ultimo segundo antes da queda ele se vira ficando atrás do escudo, enquanto os monstros batem em seu escudo. Com o impacto dos golpes Loffar sente que vai perder a consciência e o escudo cai.

- NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOO! Grita Thorm, que em uma momento de fúria se liberta dos mostros que o segurava e vai ao encontro do irmão.

Ele pula, rola entre os monstros tomando alguns golpes que não o fazem desistir. Ao chegar ao corpo inconsciente do irmão ele pega o machado com as duas mãos, tomado por um súbito desejo de vingança.

- SOMOS IRMÃOS DAMIEN E SE VAMOS MORRER VAMOS MORRER JUNTOS!

Com o machado brilhante ele se prepara para um golpe, bate em uma das colunas do túnel com uma força que fez a caverna tremer.

- VOCÊ É LOUCO! VAI MATAR A TODOS! 

Damien faz um gesto rápido, e a coroa voa ao seu punho. Ao ver isso Thorm bate mais uma vez na coluna, antes que os monstros pudessem ataca-lo, há o desmoronamento. E tudo se torna uma grande massa de rocha.

Irmãos Mireford